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Wilson Wiese

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No meio do caminho há uma crise

10/08/2011 18h27

As manchetes dos noticiários e jornais escritos dos últimos dias tem títulos variados mas o tema é um só: a nova crise financeira mundial. Na verdade não é exatamente uma nova crise, mas uma continuidade do processo iniciado em 2007, que teve ápice em 2008 e que "queimou" quase instantaneamente vários trilhões de dólares.

O ápice foi o rebaixamento das avaliações da confiança na dívida dos EUA, pela agência de rating Standard & Poors. Embora pareça algo de um mundo distante, seria oportuno que cada cidadão ou trabalhador procurasse saber de que se trata.

Para quem quer entender a primeira onda da crise e o papel dos bancos e dessas agências, recomenda-se assistir o documentário Inside Job (Trabalho Interno, na tradução). Encontra-se nas locadoras e foi o ganhador do Oscar de 2010. Revelador e assustador, sobre o que os poucos homens que controlam as finanças mundiais fazem nome dos interesses... deles próprios.

Na Europa os sinais evidentes da crise já vêm se arrastando há mais de um mês e arrastam junto direitos trabalhistas e empregos. Essa não é uma conseqüência inevitável, como por vezes a mídia tenta fazer crer. A escolha entre os ganhos dos ricos e especuladores e o emprego e os salários dos trabalhadores é uma opção política. Não se deve acreditar que a saída possível seja apenas aquela que a Europa tem apontado, sob a resistência dos trabalhadores gregos, espanhóis, etc. Essa não é a única opção.

No Brasil, o governo federal tem demonstrado que está disposto a encarar com firmeza a turma da especulação financeira e evitar que a conta sobre para os que vivem de seu salário. É uma opção que deve ser reforçada por todos os trabalhadores, rejeitando qualquer tentativa de conter ou restringir direitos neste momento.

Abaixo o Sinjusc disponibiliza uma seleção (pequena frente ao conjunto do noticiário) de notícias sobre a crise, para que todos possam acompanhar.

Brasil encara mais uma crise financeira sem tremer, garante Dilma

A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira (8) que, pela segunda vez, uma crise financeira internacional atinge o mundo e, pela segunda vez, o Brasil "não treme". Dilma disse que o país está forte, com os bancos brasileiros sólidos, um mercado interno robusto e mais reserva de depósitos compulsórios do que na crise financeira mundial enfrentada em 2008.

"Demos passos muito grandes na direção de uma estabilidade. É a segunda vez que a crise afeta a mundo e pela segunda vez o Brasil não treme", disse em entrevista a jornalistas após reunião com o primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harpe, em visita oficial ao Brasil.

Na avaliação de Dilma, para manter a posição favorável do país é preciso uma ação conjunta entre governo, empresários e sociedade. "Uma ação de seriedade, firmeza e percepção de que não podemos, neste momento, brincar e sair por aí gastando o que não temos. Temos que continuar consumindo o que consumimos porque não passamos por nenhuma ameaça. Não estamos fragilizados e isso é reconhecido nacional e internacionalmente."

Questionada sobre a possibilidade de o governo adotar novas medidas na área econômica, por causa dos últimos acontecimentos na economia mundial, Dilma respondeu que não vê a necessidade da adoção de nenhuma medida nesta semana e que o governo agirá baseado na observação do cenário internacional e com cautela. "O Brasil será muito criterioso no seu posicionamento. Cautela e observação são fundamentais. Não temos necessidade de nenhuma precipitação."

A presidente também disse não acreditar que o Brasil esteja ameaçado, mas garantiu que irá tomar todas as medidas para fortalecer o país. Ela pediu a todos os segmentos "muita tranquilidade, calma e nenhum excesso".

Emergentes

Em vez de pensar em medidas recessivas, Dilma disse que os países emergentes e ricos devem se unir em busca de soluções, de um entendimento comum, para conter os impactos da crise. Ela ressaltou que o governo brasileiro implementou ações para o "desenvolvimento sustentado, fiscalmente equilibrado, robusto, democrático e justo" e que não deve ser punido por erros alheios.

"Repudiamos todas as soluções recessivas para a crise mundial porque elas acirram o custo social dos ajustes, transferindo-os para os segmentos menos protegidos, com destruição do emprego e do bem-estar."

Dilma lembrou ainda que o ideal é que os países emergentes e os ricos busquem uma coordenação multilateral para obter soluções para a crise global. Segundo ela, é uma questão de encontrar o consenso em nome do bem comum. "Precisamos incorporar a voz e os pontos de vista de um número maior de países emergentes e países desenvolvidos no enfrentamento global", disse.

Para a presidente, o Brasil cumpriu as medidas adequadas, mas nem por isso irá furtar-se de unir forças para buscar a solução contra as depreciações competitivas e os impactos sobre a população, causados pela crise financeira. Segundo ela, os que cumpriram as tarefas não podem ser punidos pelos erros de outros países.

"Temos que nos coordenar multilateralmente contra as depreciações cambiais competitivas que anulam os esforços empreendidos pelos países em desenvolvimento. Os países que se protegeram dos efeitos da crise com políticas econômicas prudentes, no caso brasileiro, socialmente inclusivas, que levaram ao desenvolvimento acelerado, não podem ser escoadouros para os bens e serviços que deixam de ser consumidos nas potências econômicas em crise." Fonte: Rede Brasil Atual

Mantega: não se deve dar liberdade aos mercados financeiros

O ministro Guido Mantega (Fazenda) defendeu nesta terça (9) as medidas tomadas pelo governo para deter a valorização do real, como a cobrança de taxas no mercado de dólar futuro. Disse que as medidas foram eficazes e continuarão a ser tomadas se necessário.

"Não pode dar liberdade para os mercados financeiros, foi a liberdade dada para especulação financeira que quase levaram os EUA à bancarrota. Não permitiremos isso no Brasil", afirmou, durante audiência na Câmara dos Deputados.

O ministro disse ainda que o governo trabalha para proteger a economia brasileira da competição desleal de outros países e das guerras cambial e comercial. Segundo o ministro, isso poderá se agravar nos próximos anos com a continuidade da crise econômica, que levaria a uma redução nos mercados consumidores e o aumento de estratégias comerciais por parte dos países.

"Temos tomado medidas para impedir que haja um abuso que prejudicaria a conjunção brasileira", completou. Fonte: Folha de S.Paulo

Agências de rating impulsionam crise e tornam-se alvo de governos

Bolsas despencam na segunda (8) puxadas pela decisão da S&P de retirar o triplo A da dívida dos EUA. Pouco depois do almoço, quando o estrago nos mercados estava em marcha, Barack Obama chama a imprensa à Casa Branca e questiona o rebaixamento. Indignação cresce na Europa. No Brasil, CVM já estuda regulação. Na última quinta-feira, os escritórios da Moody´s e da S&P na Itália foram revistados pela polícia, como parte de uma investigação conduzida por procuradores mobilizados por associações de defesa do consumidor. Por: Marcel Gomes

São Paulo - O papel central desempenhado pelas três grandes agências mundiais de rating - Standard & Poor´s (S&P), Moody´s e Fitch - no atual estágio da crise financeira internacional transformou-as em inimigo público número um de governos nacionais. Nesta segunda-feira (8), bolsas de valores de diversos países, entre eles o Brasil, perderam bilhões de dólares em valor, puxadas pela decisão da S&P de retirar o triplo A da dívida norte-americana. A mesma agência alertou que o índice dos EUA poderia cair ainda mais nos próximos meses.

Pouco depois da hora do almoço, quando o estrago nos mercados estava em andamento, o presidente dos EUA, Barack Obama, falou à imprensa na Casa Branca e questionou o rebaixamento. "Não importa o que uma agência diga, nós somos e sempre seremos um país AAA. Apesar de todos os desafios que enfrentamos, nós continuamos a ter as melhores universidades, alguns dos mais produtivos trabalhadores, as companhias mais inovadoras e os mais criativos empreendedores do mundo", disse Obama.

É uma indignação que tem se repetido em outros cantos do mundo. Na última quinta-feira (4), os escritórios da Moody´s e da S&P na Itália foram revistados pela polícia, como parte de uma investigação conduzida por procuradores mobilizados por associações de defesa do consumidor. Diante do fraco crescimento econômico e do endividamento da administração central, a S&P havia reduzido a perspectiva de rating do país, de estável para negativa. Já a Moody´s anunciara em junho que iniciaria um processo de avaliação da nota do governo italiano, sinalizando possível redução, assim como a de dezesseis bancos nacionais.

Uma avaliação mais baixa significa maior dificuldade para rolar dívidas pública e privada, pois os juros ficam mais altos. Sem dinheiro, países podem deixar de pagar suas contas e empresas irem à falência. Irlanda, Grécia e Portugal já seguiram esse roteiro e tiveram de pedir socorro ao exterior - Fundo Monetário Internacional e/ou Banco Central Europeu - para saírem do buraco. O custo, porém, será caro, com corte dos gastos públicos e recessão econômica.

Pressionado, o presidente português, Cavaco Silva, já classificou as agências de rating de "ignorantes" e pediu que "estudassem mais". Em coro, o presidente do BCE, Claude Trichet, disse que ignoraria a avaliação dessas empresas na elaboração de planos de socorro aos estados membros. Para ele, tais grupos atuariam em regime de oligopólio, fortalecendo ondas pró-cíclicas durante crises que seriam desfavoráveis às economias nacionais.

Mais regulação

É nos Estados Unidos que a regulação das agências de rating mais avançou. Em julho do ano passado, o presidente Barack Obama assinou a Lei de Proteção ao Consumidor e Reforma de Wall Street Dodd-Frank, determinando amplas mudanças em termos de regulação e transparência no mercado financeiro norte-americano. As agências, por exemplo, passam a ser obrigadas a divulgar a metodologia que usam para calcular as notas dos países e das empresas.

No Brasil, ainda que com menos repercussão, o debate sobre a regulação das agências de rating também acontece. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estuda uma instrução para normatizar e fiscalizar as empresas brasileiras e estrangeiras do setor que atuam aqui. Em breve, audiências públicas serão realizadas. No início dos anos 2000, o Banco Central iniciou debates sobre o assunto, mas a idéia naufragou. Agora, com o ambiente global mais favorável à regulação, o caminho pode ser facilitado.

Para Roberto Vertamatti, diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), outro caminho para reduzir os problemas envolvendo as agências de rating seria aumentar a competição entre elas. "Hoje três grandes agências dão notas para governos, bancos e demais empresas. É muita concentração", disse Vertamatti à Carta Maior.

Segundo ele, se houvesse mais grupos nesse setor atuando e sendo ouvidos, casos como crise do mercado imobiliário norte-americano e a quebra do Lehman Brothers poderiam ter sido evitados. "Falava-se há mais de dez anos que essa bolha iria estourar, mas a agências mantiveram a avaliação positiva até o último minuto", afirmou.

Para o economista, o fato de empresas e governos pagarem para serem avaliadas pelas classificadoras poderia gerar uma "disposição diferente" em prol de uma nota mais favorável. Com o objetivo de impedir isso, uma das propostas discutidas pela CVM é justamente exigir que as agências divulguem os nomes de seus clientes.

do site Carta Maior

David Brooks: EUA - Luxo, fome e fúria

A demanda por artigos de luxo - desde sapatos de 800 dólares e cremes cosméticos de 1.300, até Mercedes Benz de 200 mil - vive um auge, enquanto quase 46 milhões de estadunidenses dependem mais do que nunca da assistência federal para comprar alimentos básicos e evitar a fome. Isto resume os Estados Unidos hoje em dia. Por David Brooks, no La Jornada

O mercado de artigos de luxo registrou por 10 meses seguidos um incremento de vendas, reportou o jornal The New York Times. As cifras de vendas da joalheria Tiffany's, Givenchy, Louis Vuitton, Gucci, BMW, Porsche e Mercedes Benz, e outros, registraram fortes aumentos.

Por outro lado, o governo federal informou que quase 15% da população depende de assistência alimentar, isto é, 45,8 milhões de pessoas, o nível mais alto registrado, 12% mais que há um ano e 34% mais que há dois anos. Para obter assistência alimentar federal (food stamps), a renda de um indivíduo deve ser em torno de US$ 1.174 ao mês (mais ou menos o que alguns ricos gastam com um par de sapatos Louis Vuitton).

A desigualdade econômica não se esconde. O economista prêmio Nobel, Joseph Stiglitz, indica que só nos últimos 10 anos, a renda dos 1% mais ricos se elevou 18%, enquanto a dos trabalhadores industriais caiu 12%. Segundo uma análise do Instituto de Política Econômica, a riqueza é ainda mais concentrada no setor mais rico: mais de um terço da riqueza nacional é concentrada por esses 1%; 20% dos lares na parte média da escala econômica só contavam com 4% da riqueza nacional em 2007, e perderam parte disso na última recessão. De fato, em 2009, os domicílios dos 1% mais ricos tinham um valor líquido 225 vezes maior que o do lar típico: uma desigualdade jamais vista.

Enquanto isso, os ricos pagam menos impostos que em qualquer período do último meio século, reconheceu o próprio Barack Obama. Um novo informe do Center for American Progress descobriu que os milionários pagam 25% menos impostos hoje do que em meados dos anos 1990, e 1.400 milionários não pagaram nem um centavo de impostos em 2009. Isto ocorre em grande parte graças às reduções fiscais impulsionadas pelo governo de George W. Bush e prolongadas pelo de Obama.

A ira popular contra os representantes do povo em Washington segue fervendo, segundo as pesquisas, precisamente porque eles são responsabilizados por aplicar políticas que beneficiam uns quantos às custas de quase todos os demais. 82% dos estadunidenses desaprovam o desempenho do Congresso, o nível mais alto registrado pela pesquisa da CBS News/New York Times; uma sondagem da CNN descobriu quase a mesma coisa. Mais de 4 em cada 5 opinaram que o debate sobre a dívida tinha a ver mais com manobras políticas do que com a busca do melhor para o país.

As pesquisas também demonstram que Washington faz exatamente o oposto ao que o povo deseja. Por mais de dois contra um, os estadunidenses afirmam que a geração de empregos deveria ser uma prioridade mais alta que a redução do gasto federal. 63% são a favor de elevar impostos sobre os mais ricos.

Mas, além de reprovar seus líderes, haverá consequências políticas? Alguns dizem que todos os políticos eleitos enfrentarão a ira popular em 2012. Contudo, outros creem que Obama, embora tenha gerado enorme desilusão entre suas bases, não terá graves problemas, por um simples e cínico cálculo. Como disse um estrategista democrata ao jornal Washington Post: o fato é que os liberais e progressistas não têm alternativa a não ser votar em Obama e seu partido. Igualmente, um pesquisador democrata comentou ao New York Times que, no caso de Obama, apesar de críticas de suas bases liberais a uma ou outra de suas iniciativas, no terreno eleitoral, no final das contas, estão seguros de uma coisa: vão odiar os candidatos republicanos. "Então, sinceramente não me preocupa muito uma base sólida ou entusiasta", disse. Ou seja, o cálculo é que para as bases progressistas, não há alternativas no terreno eleitoral.

Necessitamos de uma praça Tahrir não violenta, opina o ex-vice-presidente Al Gore. Em face do acordo para cortar bilhões no gasto público, exigido pelos republicanos, e diante das necessidades sociais, se requer uma primavera estadunidense (em referência à primavera árabe) para resgatar o país das mãos dos direitistas, disse no canal Current TV. Mas para isso, disse a seu entrevistador, primeiro é preciso haver fúria.

"Eu creio que o público está furioso, mas também deprimido pela falta de liderança e a ausência de um sentimento de que pode ganhar. Os chamados populares a que Wall Street preste contas não levaram a lugar algum, enquanto o dinheiro de Wall Street mantém disciplinados os políticos e os ativistas se tuitam entre si até o ponto de se distraírem. Os ativistas condenam o presidente on line, mas fazem pouco para enfrentá-lo e demandar outro tipo de ação", considerou o veterano jornalista Danny Schechter em sua coluna em Reader Supported News.

A imagem da classe política em mãos dos mais ricos é documentada por todas as partes, com doadores milionários que financiam candidatos de ambos os partidos. De fato, um novo informe do Center for Responsive Politics demonstra que Obama recebe ainda mais de Wall Street para sua reeleição do que o obtido em 2008.

Para alguns, as políticas econômicas de Obama até o momento não são tão diferentes das de seu antecessor, como tampoco a continuação que deu às duas guerras lançadas por ele, e a omissão em exigir contas aos financistas e empresários que levaram a esta crise.

Talvez por isso, não surpreende tanto que Obama dance no compasso da mesma música que seu antecessor, literalmente. Mark Knoller, da CBS News, reportou que a campanha eleitoral de Obama está usando a canção Só na América, de Brooks e Dunn, em seus atos. George W. Bush a usou muito em sua campanha de reeleição em 2004. Fonte: Cubadebate

Onde é que você estava em agosto de 2011?

Por Luiz Carlos Azenha, no blog Viomundo:

Autoridades bancárias europeias, autoridades do G7 - o grupo que reúne as economias industrializadas - e líderes políticos europeus deram passos extraordinários no dia de ontem.

Considerando que o Hemisfério Norte vive as férias de verão, em que todo mundo some de vista, deve mesmo ser grave a situação.

Todas as bolsas asiáticas abriram em baixa no pregão de segunda-feira, 8 de agosto de 2011. Só as próximas horas vão dizer se, de fato, teremos uma segunda-feira "negra" para os mercados mundiais.

Talvez os mercados se recuperem e você nem precise guardar o que fazia nesta data, do mesmo jeito que guardou o que fazia no 11 de setembro de 2001.

Seja como for, você está vivendo mais um momento histórico.

Dependendo da idade, você viu a queda do muro de Berlim e, em seguida, o fim da União Soviética.

Viu o surgimento do mundo unipolar e, incrivelmente, a perda de poder relativo da única superpotência, com ascensão equivalente dos BRICs.

A diferença, agora, como notou a economista Maria da Conceição Tavares, é que a grande crise que começou em 2008 é espasmódica.

Estou certo de que você não esperava, jamais, ver a China dizer que espera que os Estados Unidos se livrem do "vício" da dívida. Talvez os chineses não tenham entendido que a base industrial norte-americana sumiu e que o consumo dos norte-americanos gira 2/3 da economia. O desemprego formal está por volta dos 10%, mas se considerarmos os que já desistiram de buscar emprego...

Agora o medo dos investidores é de que Espanha e Itália não consigam honrar seus compromissos. Próximas na lista: Bélgica e França.

As coisas não precisam chegar à Alemanha para colocar em risco os bancos britânicos, que segundo o jornal Independent tem em suas carteiras o equivalente a 520 bilhões de reais em dívidas de paises da União Europeia.

Num mundo globalizado o risco de colapso, portanto, é global.

Barack Obama, a reboque do Tea Party, vai desmantelar a herança do New Deal nos Estados Unidos.

Partidos socialistas, à reboque dos mercados, vão desmantelar o estado de bem estar social europeu.

A própria União Europeia corre o risco de se desfazer, sob o stress da crise: os postos de controle nas fronteiras são apenas os sinais mais evidentes de que isso já começou.

Estados Unidos, União Europeia e Japão são os grandes mercados mundiais. O aprofundamento da crise, neles, com certeza afetará o Brasil.

Por via das dúvidas, faça uma anotação mental de onde você estava em agosto de 2011. Os netinhos, um dia, podem se interessar.

PS do Viomundo: Se a segunda-feira foi ruim, a terça será pior ainda?

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