03/02/2010 14h41
Reunimos nesta matéria, algumas fotos dos pontos turísticos em Canoinhas e região, assim como a história com seus pontos marcantes da cidade.
Igreja Matriz Cristo Rei (fotos), na Praça Osvaldo de Oliveira, no centro.
Igreja Ucraniana, na rua Pastor George Wegger, s/n, centro.
Igreja da Aparecida, construção de 1962 em pedra-ferro, tem paredes internas e teto cobertos por pinturas de cenas bíblicas e é o local preferido para a realização dos casamentos mais importantes da cidade. Estrada Dona Francisca, s/n. Essas três igrejas merecem ser visitadas.
Natal Luz em Canoinhas.
Vista aérea da cidade.
Lojinha de Artesanato localização no calçadão bem no centro de Canoinhas.
Calçadão no centro da cidade.
Casa Schreiber, Castelinho.
Entrada principal de Canoinhas - Estátua em madeira do portal.
Portal de Canoinhas, entrada da cidade.
Autêntico restaurante gaúcho, com churrasco feito em fogo de chão. Salão com capacidade para 1.400 pessoas. Ali são realizados bailes tradicionalistas. Funciona de terça a domingo, na SC-280, na localidade de Alto da Pedra Branca. Tel: (47) 3622-8325.
O Museu possui equipamentos usados no processamento da Erva Mate e também bastantes fotos que monstram a presença de Canoinhas na Guerra do Contestado.
A Mostra de Dança de Canoinhas não tem caráter competitivo, e tem por objetivo difundir a dança como meio sócio cultural, proporcionado opções de lazer à comunidade, oportunizando os grupos participantes à divulgação de sua arte e descoberta de talentos coreográficos, gerando um intercambio com vistas a engrandecer a arte, a cultura e o movimento.
Este evento evidencia o anseio em produzir "Arte", mostrar que através da valorização de nossos talentos, somos cidadãos construindo uma cidade verdadeira, bela e produtiva.
Ponte de ferro em Três Barras/SC
A Cervejaria Canoinhense é provavelmente a cervejaria artesanal mais antiga do Brasil. Fundada em 1908 pelo pai do atual dono e mestre-cervejeiro, Rupprecht Loeffler, a Cervejaria Canoinhas produz cerveja e chope artesanais com receita que está na família a 5 gerações, seguindo a Reinheitsgebot - Lei da Pureza Alemã. Os tonéis de carvalho foram trazidos da Alemanha há mais de um século.
A produção é de cerca de 1500 garrafas por mês. Suas principais marcas são a escura Nó de Pinho e a clara Jahu. Produz também uma Malzbier, a bock Porter e a suave Mocinha. Junto à fábrica fica o bar que é tão antigo quanto a cervejaria, todo decorado com animais empalhados. Funciona só de dia.
Inaugurada em 1913, a Estação Ferroviária de Três Barras era o ponto de saída da empresa Lumber, a maior serraria da América Latina na época.
A estação esteve abandonada por anos - o último trem que passou por ali foi em 1997, porém foi recuperada em 2004 pela ALL (América Latina Logística do Brasil S. A.) e atualmente é a sede do museu municipal. O local abriga fotos e objetos de décadas passadas de Três Barras, registrando a evolução do povo local.
Na Casa da Cultura há aulas de artes, costura, artesanato, língua estrangeira e teatro.
O Museu Orly Machado reúne em seu acervo armas, objetos, utensílios domésticos, instrumentos de trabalho e fotos dos índios xoklengs, dos pioneiros e da Guerra do Constestado. Rua Vidal Ramos, 632, Centro. Funciona de segunda a sexta das 8h às 12h e das 13h às 17h30. Tel.: (47) 3622-2540
No coração da cidade, na Praça Lauro Müller, uma cuia simboliza a principal fonte de renda da cidade no passado - a produção de erva-mate. A cuia é o ponto turístico mais visitado na cidade de Canoinhas.
Prefeitura Municipal de Canoinhas
Pesque e Pague Suchara em Canoinhas
Turismo Rural
O distrito de Marcílio Dias ainda hoje é conhecido por esse nome devido à concentração de imigrantes alemães que se dedicavam à criação de bovinos e produção de derivados de leite. Algumas casas construídas no estilo enxaimel ainda resistem ao tempo. Distante 4 km do centro.
O parque possui área para lazer com um mini-zoológico, lago e espaço para eventos.
Acontece no coreto todos os domingos pela manhã a apresentação de retretas.
Canoinhas foi fundada em 1888 como Santa Cruz de Canoinhas. Tornou-se distrito em 1902 e, separada de Curitibanos em 1911, foi o centro da Guerra do Contestado entre 1912 e 1916.
Por volta de 1930, um ramal ferroviário, implantado para uni-la ao distrito de Marcílio Dias, integrou a cidade à estrada de ferro São Paulo-Rio Grande do Sul e ao porto de São Francisco do Sul, provocando uma grande revolução na economia local.
A variedade étnica vem desde o início da história do município, que atraiu imigrantes alemães, italianos, ucranianos e japoneses por causa da erva-mate, no início do século passado.
Lugares pitorescos tornam Canoinhas um bom roteiro no Oeste do estado. Como o parque de exposições Ouro Verde, e a Pedreirinha, balneário com 96 mil metros quadrados. Experimente a cerveja e chope da Cervejaria Canoinhense, feita artesanalmente, que utiliza técnica do produto trazida da Alemanha, em 1897.
Visite também o Museu Orty Machado, a Casa da Cultura Emílio Gotardo Wenot, e o distrito de Marcílio Dias, famoso pelas construções antigas em estilo enxaimel, conhecido como "Capital da Manteiga".
O povo simples, alegre e trabalhador inicia a rotina diária com uma cuia de chimarrão, contando "causos" sobre sua terra e sua gente.
Outra boa opção é o Passeio de Maria-Fumaça, que faz o trajeto Canoinhas-Três Barras, um caminho de grande beleza natural.
História - Prof. Fernando Tokarski
Muito antes da colonização do território de Canoinhas, incursões bandeirantes vasculharam a região conhecida como do "Sertão de Curitiba". A partir de 1768 expedições desceram os rios Iguaçu e Negro, palmilhando também os afluentes Canoinhas, Paciência e Timbó. A construção da Estrada da Mata, elo entre o Rio Grande do Sul e São Paulo para transporte de gado, foi de extrema importância para a ocupação do território de Canoinhas.
Nele os colonizadores encontraram os índios que o habitavam. Eram os Xokleng coletores e caçadores seminômades que tinham na floresta de araucária seu melhor habitat. Arredios e tendo seu espaço invadido pelos brancos, os Xokleng foram implacavelmente perseguidos pelos colonizadores que neles tinham apenas um inimigo e um empecilho na conquista territorial.
Quando os primeiros homens brancos vagaram pelo sertão, encontraram o rio Canoinhas com o nome indígena de Itapeba, o que quer dizer pedra rasa ou cachoeira baixa. Mais tarde outros exploradores localizaram o mesmo rio com o topônimo hispano-indígena de Canoges Mirim, que literalmente significa canoas pequeno.
Essa referência é uma contrapartida ao rio Canoges, situado bem mais abaixo, nos campos de Lages e modernamente conhecido como Canoas. Do Canoges Mirim é que provém o nome Canoinhas, denominação que prevaleceu e que depois originou o povoado de mesmo nome. Pelo menos três décadas antes da constituição do núcleo urbano, o que se deu por volta de 1888, o rio e as terras de seu vale já eram conhecidos por Canoinhas.
Essa é a versão mais provável a respeito da origem da toponímia Canoinhas, uma vez que bem antes da colonização branca invadir o território Xokleng, o rio já era conhecido por esse nome. Há outra narrativa popular alusiva ao toponímico Canoinhas, mas ela não encontra embasamento científico para ser verdadeira. Conforme essa versão, Canoinhas tem esse nome porque os precursores da colonização local chegaram por via fluvial usando pequenas embarcações, as canoinhas. Naquele tempo, porém, o meio predominante de transporte era o de tropas. Em geral as canoas eram usadas para viagens de pequeno percurso.
Esparsos tropeiros gaúchos e paulistas, além de razoável número de ervateiros paranaenses habitavam o interior de Canoinhas quando em 1888, egresso de São Bento do Sul (SC), o agricultor Francisco de Paula Pereira instalou-se a beira do Canoinhas, perto da foz do rio Água Verde. Ele é considerado o fundador do povoado de Canoinhas, que logo em seguida passou a ser conhecido como Santa Cruz de Canoinhas. Entre os primeiros colonizadores também estão José Thomaz de Mattos, a família Marcondes, Dionísia de Jesus Cordeiro, Elias Rodrigues Vaz, Eustachio Affonso Moreira, João Wordell Filho, Antônio Pereira de Camargo,Joaquim Branco de Camargo e muitos outros.
Foi na condição de Santa Cruz de Canoinhas que em 1902 o lugar foi elevado a distrito judiciário de Curitibanos, embora se encontrasse em área contestada pelo Paraná e Santa Catarina, que disputavam a posse do território. A erva-mate e depois a madeira eram sustentáculos da incipiente economia local. Os interesses pelo domínio do território levaram o governo catarinense à criação do município de Santa Cruz de Canoinhas, o que ocorreu em 12 de setembro de 1911, através da lei 907.
Entre 1912 e 1916, gerada por fatores sociais, políticos, econômicos e messiânicos, eclodiu na região a Guerra do Contestado. O município de Canoinhas foi envolvido no conflito, principalmente em 1914 e 1915, quando várias vezes a vila e povoados do interior foram atacados pelos revoltosos.
Depois desse período bélico Canoinhas alcançou uma fase de grande desenvolvimento, quanto o município teve sua economia reativada pelo extrativismo vegetal da erva-mate e da madeira. Esse ciclo durou até meados de 1930, quando a economia ervateira entrou em franca decadência.
Antes, ainda em 1923, em pleno período áureo de sua economia, o nome de Santa Cruz de Canoinhas foi alterado para Ouro Verde, numa alusão à principal riqueza do município. Porém, divergências políticas e religiosas locais determinaram que em 1930 esse nome fosse substituído e o município passou à denominação de Canoinhas, como era conhecido anteriormente.
Por relações históricas Canoinhas sempre teve íntima ligação com o Paraná e dele origina a maioria da colonização do município, desde as primeiras incursões ao território desconhecido. Nessa época é que afluíram caboclos paulistas, descendentes de portugueses e espanhóis. Foi apenas ao final do século XIX e no início do século XX que vieram imigrantes europeus, sobretudo poloneses, ucranianos e alemães, geralmente migrados do Paraná. Os primeiros anos do século XX também marcaram a chegada de sírio-libaneses e alguns italianos. Essas correntes migratórias é que colonizaram Canoinhas, dando-lhe feições de multiplicidade étnica. Gentílico: Canoinhense.

Acesso pelas rodovias BR-280, SC-477, SC-303. Canoinhas tem acesso através da rodovia BR-280, num percurso de 54 km a partir da BR-116, no município de Mafra. Ainda pela BR-116 pode-se atingir a cidade através da SC-477, desde o município de Papanduva, num trajeto de 35 km, passando por Major Viera.
A oeste, a partir de União da Vitória (PR) e Porto União, chega-se a Canoinhas através de 75 km da BR-280, atravessando o município de Irineópolis. Ao norte, via Ponta Grossa ou Lapa, o acesso é a partir de São Mateus do Sul, por intermédio de 28 km até Três Barras e dessa cidade, mais 12 km através da SC-303, totalizando 40 km desde São Mateus do Sul.
Florianópolis: 380 Km;
Curitiba: 180 Km;
Joinville: 186 Km;
Blumenau : 233 Km;
Porto Alegre: 600 Km;
São Paulo: 561 Km;
Foz do Iguaçu: 697 Km;
Canoinhas (SC) está situado no vale do Canoinhas a uma latitude de 26º10'38"S, longitude de 50º23'24"W de Greenwich e altitude de 765 metros acima do nível do mar, predominando temperatura média de 17°C. O clima do município, segundo Köppen, classifica-se como mesotérmico úmido, sem estação seca, com verões frescos e geadas freqüentes em junho, julho e agosto. Ocorre uma média de 17,4 geadas ao ano; a precipitação pluviométrica média é de 1.473,3 mm. anuais.
Conforme Maack (1950), a região onde o município de Canoinhas está inserido tem sua cobertura vegetal classificada como floresta ombrófila mista, isto é, floresta com araucária ou pinheiro brasileiro. Há ainda porções de floresta ombrófila mista aluvial nas planícies adjacentes aos rios, floresta ombrófila mista montana na faixa entre500 e 1.000m e floresta ombrófila mista altomontana em altitudes acima de 1000m. Nos sub-bosques predomina a erva-mate, historicamente responsável por uma das maiores riquezas econômicas de Canoinhas.
Seu relevo de planalto com superfícies planas a onduladas e montanhosas com denudação periférica muito favorece a agricultura. O solo apresenta média e boa fertilidade em relevos praticamente planos margeando rios ou locais de depressão. A textura é argilosa. Este solo apresenta viabilidade no manejo com restrições em determinadas áreas.
Quanto à hidrografia, o município de Canoinhas é banhado pelas bacias dos rios Iguaçu e Negro. Destes, os principais afluentes são o Paciência e o Canoinhas. O rio Tamanduá situa-se nos limites com Timbó Grande. Há também tributários menores como o do Alemão, Água Verde, dos Pardos, dos Poços, Fortuna, Preto, Timbozinho, da Areia, Santo Antônio e Arroio Grande.
População: 51.631 habitantes
Altitude: 765 m
Clima: temperado úmido
Temperatura média anual: 17ºC
Economia: Agropecuária, indústria, comércio e serviços.
Aniversário da Cidade: 12 de Setembro
Clima: O clima de serra e as magníficas belezas naturais de Canoinhas são argumentos suficientes para uma visita.
Clima: Temperado
Temperatura Média: 20º C
Localização: Meio-Oeste no Estado de Santa Catarina
Limites: Mafra, Três Barras, Porto União, Major Vieira, Bela Vista do Toldo, Papanduva, Monte Castelo, Itaiópolis.
Acesso Rodoviário: BR-280, SC-477, SC-303
Distâncias: 365 Km da Capital
Veja a galeria de fotos dos pontos turísticos de Canoinhas e região.
Reclamações, Opiniões, Dicas, ou pontos turísticos que não se encontram aqui na matéria, por favor não deixe de entrar em contato com a equipe do Canoinhas.net !!!