Guia de empresas e serviços, notícias e fotos

Buscar Empresas, serviços e notícias

Homenagens lembram aniversário da morte de Michael Jackson

24/06/2010 13h59

Em Tóquio, fãs planejam passar a noite entre objetos que foram de Michael Jackson. Em Los Angeles, fãs esperam visitar seu túmulo, e os amantes da música do Rei do Pop poderão fartar-se dela em especiais de estações de rádio e TV.

Fãs, museus e alguns membros da família de Michael Jackson vão lembrar o primeiro aniversário da morte do cantor, nesta sexta-feira, com exposições especiais, tributos e danças de "flash mobs" de Manila a Manhattan.

Em Gary, Indiana, a cidade natal da família Jackson, a matriarca da família, Katherine Jackson, vai inaugurar um monumento ao cantor diante da casa humilde em que o legendário grupo Jackson 5 iniciou sua carreira musical, meio século atrás. Em seguida haverá uma cerimônia memorial e uma vigília à luz de velas, que serão encerrados com a canção "We are the World."

Os filhos de Jackson - Prince Michael, Paris e Blanket deverão lembrar o aniversário da morte de seu pai em Gary, em cerimônia reservada.

Em contraste com isso, os prisioneiros das Filipinas que ficaram famosos em 2007 com seu vídeo de "Thriller" no YouTube vão render homenagem ao cantor com mais passos de dança complicados.

A morte repentina de Jackson em 25 de junho do ano passado, aos 50 anos de idade, em Los Angeles, desencadeou manifestações de luto em todo o mundo pelo ex-astro-mirim. Ele estava ensaiando para uma série de concertos em Londres que pretendia reavivar sua carreira prejudicada por acontecimentos bizarros em sua vida adulta e alegações de abusos de crianças.

Um ano depois, com o médico pessoal de Jackson aguardando julgamento pela acusação criminal de ter causado a morte do cantor por ter lhe ministrado um anestésico poderoso como sonífero, as memórias estão concentradas no artista que recebeu 13 prêmios Grammy e cuja dança emocionou o mundo.

Sem grandes homenagens

Não há grandes homenagens planejadas pelos herdeiros oficiais de Michael Jackson, que agora controlam os direitos sobre a música, a imagem e outros objetos relacionados ao cantor.

Mas o pai de Jackson, Joe, de quem Michael estava distanciado, ajudou a organizar uma homenagem "Forever Michael" prevista para um hotel de Beverly Hills em 26 de junho, na qual a banda dos anos 1970 The Chi-lites e uma sobrinha do clã Jackson estão previstos para se apresentar.

Katherine Jackson, de 80 anos, deu sua bênção ao jantar de levantamento de fundos, e seu livro autopublicado de fotos pessoais de família, "Never Can Say Good-bye", será vendido ali. Mas o evento não tem a participação dos herdeiros oficiais de Michael Jackson.

Enquanto isso, o espetáculo teatral de tributo "The Ultimate Thriller" vai atravessar da Europa e do Oriente Médio para o outro lado do Atlântico pela primeira vez, iniciando na sexta-feira uma turnê americana nos arredores de Boston.

A expectativa é que fãs de Michael Jackson se reúnam no Apollo Theater, no Harlem, onde o Jackson 5 lançou sua carreira, e o museu de cera Madame Tussaud, em Nova York, vai instalar uma estátua nova como parte de uma celebração global de cera da carreira de Jackson.

Alguns dos eventos mais incomuns terão lugar na Ásia, onde Jackson tinha uma base devota de fãs mesmo após seu julgamento de 2005 por abuso de um menino, no qual foi inocentado.

Na única exposição oficial do mundo sobre Michael Jackson, fãs escolhidos aleatoriamente pagarão 1.000 dólares pela oportunidade de passar a noite dentro da Coleção Neverland, na Tokyo Tower, no Japão. Algumas das roupas, dos móveis e dos troféus que o cantor tinha em seu famoso rancho Neverland Valley, na Califórnia central, estão expostos ali desde maio.

A expectativa é que o cemitério onde Jackson foi sepultado, em Los Angeles, abra seus portões na sexta-feira a um número limitado de membros de fã-clubes do cantor, mas que provavelmente restrinja manifestações de canto e dança.

Mas o ar estará repleto de sucessos de Michael Jackson. A MTV é uma das várias emissoras de TV e rádio que pretendem passar o fim de semana transmitindo vídeos, retrospectivas e documentários sobre a influência do cantor, os fatos principais do último ano e como sua família vem se saindo.

E os fãs em busca de maneiras de marcar o aniversário com textos ou Twitter receberam da empresa de entretenimento móvel Predicto uma lista de versos de 140 caracteres baseados em suas canções.

Os versos incluem "ABC EZ as 123 o simple as doe ray me abc baby u and me grl" e "Cuz this is thrilla thrilla nite there ain't no 2nd chance against the thing w/40 eyz, girl."

Jornalistas da "Rolling Stone" e astros pop relatam detalhes da vida de Michael Jackson; leia texto de Will.i.am

Um ano após a morte de Michael Jackson, aos 50 anos, o mercado bibliográfico renova seu acervo com novo material sobre o astro. "Michael - Dos Editores da Rolling Stone" (Spring Publicações, R$ 64,90) chega nesta semana às livrarias brasileiras com textos e entrevistas exclusivas produzidas por editores e colaboradores da edição norte-americana da revista.

O prefácio do livro de 224 páginas foi escrito por Will.i.am, do Black Eyed Peas. Com o título de "O Último Imperador", o texto está disponível para download gratuito no UOL (clique aqui para baixar o arquivo em .pdf). Além de Will.i.am, a publicação traz homenagens escritas por gente como Smokey Robinson, Stevie Wonder e outros, e mais de uma centena de fotografias raras e inéditas (veja algumas delas aqui).

O livro relata detalhes sobre os 40 anos de carreira de Michael. Conversando com o cantor sobre frango frito e torta de batata-doce em uma reunião de família em 1971, o jornalista Ben Fong-Torres mostra o primeiro vislumbre de um jovem astro em ascensão. Uma década mais tarde, prestes a lançar "Thriller", Jackson fala à repórter Gerri Hirshey sobre a solidão do estrelato, confessando que teve apenas dois amigos no mundo e que se identificava com Peter Pan.

"Michael" traz ainda textos inéditos sobre a produção de cada álbum do rei do pop, os 25 momentos essenciais de sua carreira e a história de seus últimos anos.

MICHAEL - DOS EDITORES DA ROLLING STONE

Editora: Spring Publicações Ltda.
Preço: R$ 64,90
Páginas: 224
Edição: nacional

Morte salvou Michael Jackson da falência

As finanças de Michael Jackson reviveram após a sua morte, cujas grandes dívidas em vida estão sendo eliminadas durante este ano devido ao ressurgir de suas vendas e fim das despesas.

Apesar de um patrimônio que ultrapassava amplamente US$ 1 bilhão, o cantor arrastou até o dia em que morreu, 25 de junho de 2009, uma precária situação econômica marcada por uma péssima liquidez e numerosas dívidas, que chegavam a US$ 500 milhões.

Nas vésperas do primeiro aniversário do trágico adeus do artista, os nomeados por Michael em seu testamento para conduzir sua herança, o advogado John Branca e o executivo John McClain, reverteram essa situação crítica.

Segundo dados do "Wall Street Journal", o fundo do artista teria gerado mais de US$ 200 milhões de lucro em um ano, quantidade que serviu para salvar alguns embargos e acertar contas não pagas, como a minuta do advogado que defendeu o artista no julgamento por abuso de menores em 2005.

A própria morte do "rei do pop" alavancou as vendas de seus discos - foi o artista que mais álbuns vendeu em 2009 nos Estados Unidos - e a arrecadação por direitos autorais, assim como de outros acordos assinados pelo fundo.

Entre esses contratos, foi autorizada a criação de um videogame para aprender a dançar com o artista, além do uso de suas canções para fazer musicais e a produção do documentário "This is It", pago pela Sony o valor US$ 60 milhões.

A Sony também pagou US$ 125 milhões ao fundo pela venda de discos de Michael, mais de 31 milhões no mundo todo desde a sua morte, e pelos adiantamentos de futuras vendas, já que está previsto que em novembro seja lançado um novo álbum do artista com temas inéditos.

Outro fator que contribuiu para melhorar a situação financeira deixada pelo "rei do pop" foi a sua própria ausência, já que ele costumava viver em meio ao luxo extremo em sua mansão de Neverland, na Califórnia, onde tinha seu próprio parque de diversões e zoológico.

Apesar de tudo, os administradores da herança de Michael terão que pagar antes do fim de 2010 um empréstimo avaliado em US$ 300 milhões usado pelo artista em 2006 para devolver outro empréstimo de US$ 270 milhões.

O fundo de Michael tratará de renegociar o empréstimo com o banco e voltará a buscar o amparo na Sony.

Quanto ao rancho de Neverland, que o artista salvou do embargo por falta de pagamento de uma hipoteca de US$ 24,5 milhões, parece descartado que seja transformado em um mausoléu público para os admiradores devido a problemas logísticos.

Fonte: br.reuters.com/Music News/UOL

Mais notícias