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O Tame Impala é uma novidade bacana, vinda da Austrália

16/06/2010 15h28

O Tame Impala é uma novidade bacana, vinda da Austrália, que sequer teve tempo de ser incensada pela crítica - resenhas favoráveis apareceram em sites como o Pitchfork.

Em todo lugar no qual o nome da banda apareceu, foram comparados com os Flaming Lips, banda com a qual guardam semelhanças, graças à sonoridade que lembra algo de anos 60, mas também soa como algo moderno, pop. Lançado em maio, o CD Innerspeaker é psicodélico e nostálgico, mas não a perder de vista.

Abre com uma canção, It is not meant to be, que poderia ser remixada e funcionar em pistas de dança - ou até sem precisar disso. Nas canções, criam uma atmosfera de sonho, por intermédio de sons esparsos, ecos e melodias quase circulares. O mesmo clima aparece em outras faixas, como a quase progressiva Alter ego.

O som é adornado por guitarras em wah-wah e vocais que soam como a cópia exata dos de John Lennon nos anos 60 - em especial na 100% beatle Desire be desire go e em Lucidity, delicadeza sonora adicionada a um riff que parece inspirado no de Born to be wild, do Steppenwolf.

Ou no clima montanhês de Island walking, uma das melhores do álbum, ligada às viagens interestelares do Pink Floyd e do Grateful Dead. E a fórmula parece dar especialmente certo no single Solitude is bliss, não-hit viajante e belo, que ganhou um dos clipes mais desconcertantes dos últimos tempos (confira abaixo). Em lance raro no rock atual, Kevin Parker (vocal, guitarra, teclados), Jay Watson (bateria, teclados) e Dominic Simper (percussão, baixo) fizeram uma estreia sem pontos baixos, que valoriza tanto riffs quanto melodias.

Veja o video:

Fonte: Music News

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