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Excesso de internet traz problemas físicos e psicológicos

20/01/2010 23h59

Excesso de internet As consequências que a permanência prolongada na frente da tela do computador pode provocar vem rendendo assunto há algum tempo. Além do tradicional problema de visão e da tendinite há quem defenda a reclusão social que o excesso de vida virtual pode causar nos jovens, em especial nos mais tímidos.

O psicólogo Márcio Roberto Regis, especialista em Psicologia Clínica Comportamental, explica que a internet por si só não traz nenhum dano aos usuários e nem mesmo na sua vida real. Porém, ele alerta que o uso prolongado e abusivo - passar dias, meses e anos na frente do computador, deixar de sair com amigos ou curtir um momento de lazer - a médio e longo prazo pode ocasionar mudanças de comportamento na vida dos adolescentes.

"Jovens que eram extrovertidos na convivência com outras pessoas reais, com o tempo podem começar a apresentar comportamentos como timidez, insegurança e até falta de tolerância pra algumas situações e isolamento social".

O psicólogo lembra que a utilização do computador fascina muito os jovens. A possibilidade de entretenimento, diversão e interatividade pode provocar o "esquecimento" do mundo exterior. Prova disso é que muitos jovens passam horas na frente do PC e não observam o tempo passar. "Esquecem! Quando percebem já anoiteceu, ou caso contrário, o dia já está clareando.

Obviamente que a internet não é negativa, mas ela pode tornar-se caso exista uma utilização abusiva. Do ponto de vista psicológico, ficar focado demais na internet pode causar danos sim. Uma delas podem ser a depressão e a dependência tecnológica. Além desses problemas, o medo de rejeição e a necessidade de aceitação também contribui para o uso indiscriminado da internet".

Outro ponto abordado pelo especialista sobre o uso prolongado da internet é o efeito colateral em relação a saúde física e problemas nos estudos. "Os jovens começam a dormir menos para ficar mais tempo conectados à internet, dormem tarde, muitos precisam acordar cedo para ir à escola.

Com isso podem apresentar baixo desempenho dentro da sala de aula, ficam sonolentos. Isso vai apresentar um déficit cognitivo, perde-se a capacidade de concentração, atenção e aprendizado. Entre esses fatores, muitos irão apresentar dores nas costas devido o longo tempo que passam sentados, dores nos braços, na cabeça, cansaço nos olhos, começam a se alimentar mal (ou se alimentam com refrigerantes e bolachas ou não comem nada para ficar mais tempo online) ou ganham peso pela falta de práticas de exercícios, começam a apresentar cansaço excessivo devido a noites mal dormidas ou porque ficaram muito tempo online e consequentemente, apresentam um sistema imunológico baixo, predispostos a qualquer tipo de doença".

Para evitar qualquer tipo de saúde física ou mental não existe um tempo limite para ficar na frente do computador. Regis destaca que tempo ideal de permanência na internet é muito relativo. "Para crianças, o ideal seria estabelecer regras claras e um tempo limite para que não haja excessos. Talvez 45 minutos, uma hora.

Para jovens talvez duas ou quatro horas de utilização da internet e horário regrado para ir dormir e acordar. Isso vai depender das regras que os pais impõem aos filhos, ensinando-os que eles podem utilizar a internet como forma de entretenimento, informação e trabalho, mas que tudo precisa de limites bem estabelecidos para que não haja um abuso na utilização das novas tecnologias". (RF) Fonte: Reportagem Raquel Ferreira/Jornal Gazeta Digital

Excesso de TV e internet pode afetar saúde de crianças, diz estudo.

Exposição à mídia está vinculada a obesidade e fumo, segundo pesquisa, Ligação a problemas de deficiência de atenção, porém, não é tão firme.

Passar muito tempo assistindo TV, jogando videogames e navegando pela internet faz com que as crianças fiquem mais sujeitas a diversos problemas de saúde, entre os quais obesidade e fumo, disseram pesquisadores norte-americanos nesta terça-feira (2).

Especialistas do National Institutes of Health dos Estados Unidos, da Universidade Yale e do California Pacific Medical Center analisaram 173 estudos conduzidos desde 1980, em uma das mais abrangentes avaliações já realizadas sobre a maneira pela qual a exposição a fontes de mídia pode afetar a saúde de crianças e adolescentes.

Os estudos, a maioria dos quais realizados nos EUA, se concentram em televisão, mas alguns também consideram videogames, filmes, música e uso de internet e computadores. Três quartos das avaliações apontam que consumo mais alto de mídia está associado a resultados negativos de saúde.

Os estudos oferecem fortes indícios de que as crianças com mais exposição à mídia têm maior propensão à obesidade, ao fumo e a iniciar atividades sexuais mais cedo do que as crianças que passem menos tempo diante de uma tela, dizem os pesquisadores.

Outras pesquisas apontam que mais exposição à mídia também está vinculada a uso de álcool e drogas e desempenho escolar mais baixo, mas os indícios quanto a um vínculo a problemas de deficiência de atenção e hiperatividade não são tão firmes, eles apontam.

"Acredito que o número de pesquisas que demonstram esse impacto negativo de saúde tenha sido uma surpresa", disse o médico Ezekiel Emanuel, do NIH, um dos pesquisadores responsáveis pelo relatório divulgado pela organização sem fins lucrativos Common Sense Media, em entrevista por telefone.

"O fato de que a questão da quantidade talvez importe mais que o conteúdo em si também é causa de preocupação. Temos uma vida de alta saturação de mídia, no século 21, e reduzir as horas de exposição será uma questão importante", acrescentou.

Saiba que o uso freqüente do computador pode causar alguns malefícios para a nossa saude. Algumas pesquisas foram feitas com voluntários que após 2 horas de uso interrupto de computador, apresentaram queixas de dor de cabeça e também olhos secos, na qual tradicionalmente caracterizam a doença com o nome de CVC (Computer Vision Syndrome).

Algumas dicas em que são recomendáveis para que você possa diminuir os riscos de fadiga visual assim também como o problema apresentado.

Entre elas estão algumas na qual vou apresentar:

  • O monitor deve ficar 10° a 20° abaixo do nível dos olhos;
  • O monitor não deve ficar de frente para a janela, pois a luminosidade causa ofuscamento, nem de costas porque forma sombras e reflexos que usam desconforto;
  • A distância entre a tela do monitor e os olhos deve ser de 60 cm;

Risco do Excesso de Uso do Computador:

Um estudo recente demonstrou que após duas horas de uso ininterrupto do computador 75% dos participantes desta pesquisa se queixaram de dor de cabeça, olhos secos e visão turva que caracterizam a fadiga visual ou CVS (Computer Vision Syndrome).

Desses 75% quase metade eram crianças com idade entre 9 e 13 anos. Entre estas crianças, 30% apresentaram miopia transitória.

A miopia transitória é a dificuldade para enxergar de longe por conta de um turvamento da visão que pode durar meses ou tornar-se um mal permanente caso os hábitos sejam modificados. É importante salientar que qualquer desconforto no olhos, independe do motivo, é razão para que o oftalmologista seja procurado.

Dicas para reduzir a fadiga visual:

  • O monitor deve ficar 10 a 20 graus abaixo do nível dos olhos. A distância entre a tela do monitor e os olhos deve ser de 60cm.
  • O monitor não deve ficar de frente para a janela pois a luminosidade causa ofuscamento, nem de costas porque forma sombras e reflexos que causam desconforto.
  • Evite excesso de luminosidade das lâmpadas e luz natural pois as pupilas se contraem e geram cansaço visual.
  • Regule sempre a tela com o máximo de contraste e não de luminosidade.
  • Mantenha a tela do monitor sempre limpa.
  • A cada hora, descanse de 5 a 10 minutos, saindo de frente do computador.
  • Lembre-se de piscar voluntariamente quando estiver usando o micro.

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