13/08/2010 07h26

Pela primeira vez, Cândida enfrenta o barão de Araruna, que fica surpreso com as atitudes de sua mulher. A baronesa avisa a ele que, por enQuartanto, será ela quem dará as ordens na casa e adianta algumas decisões, como libertar Sinhá Moça. Cândida explica que não foi Rodolfo o autor do atentado e que o lugar dela é ao lado do marido. Sinhá Moça chega para se despedir do pai, mas ele se esquiva de seus carinhos.
O delegado diz para Dimas que ele não poderá mais ficar na cidade por conta de algumas acusações. Mas o abolicionista não se intimida e alega que não fugirá de suas responsabilidades. Dimas pergunta então ao delegado se ele foi o autor do atentado contra o barão de Araruna. Franco, Dimas lembra que ele já foi humilhado pelo barão.
Durante conversa, ele confessa que o seu pai abençoaria o casamento deles, desde que ele Terçaminasse seus estudos. Ela propõe o casamento mesmo assumindo o seu amor por Rafael
Ana do véu convida Sinhá Moça para ser sua madrinha de casamento.
Apesar da animação das famílias, Ricardo se mostra aéreo e preocupado com a saúde de seu cavalo e não conSegundaue pensar em quem serão os seus padrinhos.
Cândida desabafa com Frei José e diz que o Barão de Araruna está louco. Ela conta que o marido pretende anular o casamento de Sinhá Moça com Rodolfo. Contando com o sucesso de seu plano, o barão já prometeu a mão da filha a outro homem. Desesperada, a baronesa não sabe o que fazer.
Emocionada, Bá revela ao barão que fez promessa pela vida de Sinhá Moça, sua "menina branca". Pelo milagre, Bá prometeu que nunca mais iria chorar por seu filho - tirado à força de seus braços pelo barão. Ele fica surpreso com a atitude da escrava.
Baronesa visita Sinhá Moça
Sinhá Moça fica feliz em receber a visita de sua mãe e logo pergunta sobre seu pai. A baronesa diz que o barão ainda está nervoso com toda a situação e que não quer saber da filha por enQuartanto.
Cândida encontra com Frei José e pede para falar com Dimas , ela sabe que ele é filho de seu marido. A baronesa avisa ao Frei que quer saber toda a verdade e fica frente a frente com o rapaz.
Irritado com o presente da baronesa, Rodolfo diz para Sinhá Moça que não aceitará nenhum dinheiro do barão de Araruna. Rodolfo confessa que se sentiu humilhado e envergonhado com o presente - como se ele não fosse capaz de sustentar a casa.
Em sua casa, Dr. Fontes conta para Sinhá Moça, Rodolfo e Inez sobre a morte de capitão do Mato, que foi jogado vivo e ferido no rio a mando do barão de Araruna. Rodolfo se compadece com Justino e Fulgêncio e diz para família que será o advogado deles.
Durante uma conversa com sua sogra, Inez, Sinhá Moça conta que apoia a decisão de seu marido em defender Justino e Fulgêncio. Ela explica que o advogado tem que lutar por aquilo que acredita e não se acovardar diante do barão de Araruna.
Dimas elogia Juliana, dizendo que admira a deTerçaminação dela. A moça conta que fica feliz em saber que o rapaz desistiu da vingança contra o barão de Araruna. Dimas explica que a vingança dele será pela palavra. Ele pretende contar para todo mundo a verdadeira história do barão. Emocionado, Dimas promete que Quartando as coisas se acalmarem, pedirá de joelhos a mão dela em casamento. Juliana se emociona e diz sim ao pedido. Os dois fazem planos.
Ana do Véu chega chorando em casa. Quartando sua mãe pergunta o que aconteceu, ela explica que Ricardo foi para fazenda sem avisá-la. A jovem então culpa a mãe. Nina se revolta e avisa que cobrará explicações dele.
Justo fala com Rodolfo que sabe onde o tesouro do barão de Araruna está escondido na fazenda. Balbina foi quem contou para ele. Justo também revela que o feitor Bruno planejava dar um golpe no barão.
Rodolfo chega em casa e encontra Sinhá Moça. Ele conta para a mulher que o barão de Araruna mandou atacar a cela de Fulgêncio e Justino. Mas por um golpe de sorte, os dois ficaram bem. Rodolfo também diz para Sinhá que o pai dela mandou destruir a oficina de Augusto.
Sinhá Moça revela para sua mãe e para Bá que deseja se casar de novo e voltar a ser feliz ao lado de Rodolfo. Cândida apoia a filha.
Justo afirma para Ricardo que Ana do Véu é boa moça e não merece o que ele está fazendo com ela.
Rodolfo afirma que o seu casamento na Igreja será uma farsa. Mas Rafael não concorda com a atitude do advogado e questiona sobre a gravidade da situação em que o Frei José está se metendo. Inconformado, Rafael diz a Rodolfo para beijar a mão do barão no dia da cerimônia para que todos vejam a sua submissão.
Juliana conta a seu avô que não aguenta mais viver com tanto medo, após os ataques comandados pelo Barão de Araruna. Triste e apreensiva, ela o abraça e pede que Rafael e ele não continuem escrevendo sobre o pai de Sinhá Moça. Augusto revela que fará o possível para resolver a situação.
Rodolfo se despede de toda a família, inclusive das criadas, já que vai se mudar para a casa do Barão, onde viverá com sua mulher. Ricardo pede a Rodolfo que ele tome cuidado e faz questão de acompanhá-lo na viagem. O marido de Sinhá Moça conta que vai ficar lá somente até o nascimento do bebê.
Sinhá Moça abraça seu pai e diz estar muito feliz por ele ter aceitado o seu casamento com Rodolfo. Porém, o Barão de Araruna não se senbiliza e revela que só aceitou o matrimônio pelo neto "varão" que está prestes a nascer. Bastante chateada com a atitude do pai, Sinhá afirma que poderá dar à luz uma menina. O Barão fica estarrecido: "Se não for varão, eu afogo."
Rodolfo chega à casa do barão de Araruna e é recebido pela baronesa. Sem jeito, o advogado fala para a mãe de Sinhá Moça que não precisa chamá-lo de doutor. Ela concorda e revela que a partir de agora só o chamará de filho.
Durante uma conversa no bar com Martinho, Manoel Teixeira, entre outros amigos, Augusto diz que a guerra entre o barão de Araruna com os Fontes acabou. "Tudo voltará a ser como antes", ele explica. Todos na mesa então discutem sobre o futuro do lugar.
Rodolfo e Sinhá Moça perguntam para o barão de Araruna o que ele escreveria na Constituição se tivesse tal poder. Pego de surpresa, o barão reforça que não é a favor da abolição da escravatura. Porém o casal diz ninguém pode trabalhar sem ser dignamente remunerado. O barão rebate dizendo que eles são hipócritas porque dependem do café para sobreviver.
Adelaide entra em um complicado trabalho de parto. Coutinho e Inês ficam ansiosos à espera de notícias. José Coutinho se desespera ao saber que o médico não pode ajudar a sua mulher. Ele pergunta ao seu pai o que ele está fazendo ali e os dois discutem.
Coutinho visita seu neto. José Coutinho surpreende o pai e pede para ele escolher o nome do bebê - um pedido de Adelaide. Coutinho escolhe José Bonifácio e, orgulhoso, pede para segurar o menino.
Justo e Bastião encontram o ouro do barão de Araruna que está escondido na fazenda. A fortuna fica atrás de um armário, em um porão. Agora eles querem saber o que irão fazer com o dinheiro.
Durante uma caminhada, o Barão de Araruna expõe seus planos para Rodolfo. Ele quer que seu genro siga a carreira política na capital da província. "Tenho amigos influentes. Você é um brilhante advogado", explica o pai de Sinhá Moça.
Os escravos se surpreendem ao descobrir que o Capitão do Mato está vivo. Eles flagram o encontro dele com Justino e Fulgêncio na senzala. Um dos escravos aproveita para ir à Casa Grande alertar o Barão de Araruna sobre a vingança que eles estão planejando. O pai de Sinhá Moça avisa que tomará as devidas providências - e não terá piedade do grupo.
O delegado tenta convencê-los a desistir da vingança. Mas, irredutíveis, eles anseiam tirar a vida do pai de Sinhá Moça.
Rodolfo teme pela vida de esposa após ouvir o relato do delegado sobre a invasão. Rafael tenta tranquilizá-lo, dizendo que os invasores não farão nada contra Sinhá Moça, mas o delegado não se mostra certo disso.
Com festa na senzala, o Barão de Araruna é levado ao tronco pelos escravos. Sinhá Moça e Rodolfo tentam fazer com que Dimas não o chicoteie, mas o barão não deixa de insultar os rebeldes. Os escravos querem acabar com a vida do fazendeiro para vingar a morte de Pai José. Quando Dimas ameaça começar o castigo, Sinhá lembra que ele é filho do barão. O rapaz se emociona.
Dimas pede para o Capitão do Mato soltar o Barão de Araruna, porém o escravo chicoteia o fazendeiro e Sinhá Moça, abraçada ao pai, sem piedade. Vendo o desespero de Cândida, Rodolfo e Sinhá Moça, Justo atira no Capitão do Mato e, em seguida, revela que ele é seu filho. O delegado chega à senzala e mata Justino.
Fulgêncio se desespera com a morte de Justino. O delegado solta o barão de Araruna, que estava preso em um tronco.
O delegado repreende os escravos na senzala por terem feito a rebelião e ainda diz para Rafael que ele não deveria que ter participado do movimento. "Sua carta de alforria não adiantará de nada", o delegado avisa. O delegado pede para recolherem os corpos e elogia Justo, dizendo que ele foi um herói. Porém o pai de capitão do Mato parece estar em estado de choque e não reconhece o delegado.
Juliana visita Rafael na senzala junto com Sinhá Moça e Rodolfo, que promete ajudá-lo a sair de lá. O irmão de Sinhá Moça tranquiliza sua noiva e diz que tudo está bem.
Muito irritado, o Barão de Araruna diz que não reconhece Rafael como filho. Em seguida, o barão tenta adivinhar como Bastião descobriu o local onde ele guarda todo o seu ouro. O barão sai de casa e Cândida e Bá se perguntam aonde ele vai. Cândida lembra que Sinhá Moça apanhou para defender o próprio pai. Bá afirma que Bambina não anda bem das idéias.
O Barão de Araruna chega à senzala e leva Rafael para o tronco. Ele não tem piedade de seu filho, que liderou a rebelião junto com os escravos.
No quarto, Rodolfo e Sinhá Moça planejam fugir de Araruna. A filha do barão diz que tudo parece um pesadelo. O marido concorda: 'Só queria um pouco de paz pra cuidar da minha vida, de você e do nosso filho.'