19/01/2010 13h32
AVATAR nos conduz por um mundo espetacular além da imaginação, onde um herói relutante vindo da Terra embarca numa aventura épica, e acaba lutando para salvar o mundo extraterrestre que aprendeu a chamar de lar.
Adentramos o mundo alienígena através dos olhos de Jake Sully, um ex-fuzileiro naval confinado a uma cadeira de rodas. Apesar do que aconteceu ao seu corpo, Jake continua se sentindo um guerreiro e viaja anos-luz à estação que os humanos instalaram em Pandora, onde a humanidade quer explorar o minério raro unobtanium, que pode ser a chave para solucionar a crise energética da Terra.
Elenco: Sam Worthington, Zoe Saldana, Sigourney Weaver, Lola Herrera, Joel David Moore, Giovanni Ribisi, Michelle Rodriguez, Stephen Lang, Wes Studi, CCH Pounder, Laz Alonso, Dileep Rao, Matt Gerald, Sean Anthony Moran, Scott Lawrence.
Direção: James Cameron
Gênero: Ação
Duração: 161 min.
Distribuidora: Fox Film
Estreia: 18 de Dezembro de 2009
Como a atmosfera de Pandora é tóxica, foi criado o Programa Avatar, em que “condutores” humanos têm sua consciência ligada a um avatar, um corpo biológico controlado à distância capaz de sobreviver nesse ar letal. Os avatares são híbridos geneticamente produzidos de DNA humano e DNA dos nativos de Pandora, os Na’vi.
Renascido em sua forma avatar, Jake consegue voltar a andar. Ele recebe a missão de se infiltrar entre os Na’vi, que se tornaram um obstáculo à extração do precioso minério. Ocorre que uma bela Na’vi, Neytiri, salva a vida de Jake, o que muda tudo.
Jake é acolhido pelo clã de Neytiri, e aprende a ser um deles depois de passar por vários testes e aventuras. O relacionamento de Jake com sua hesitante instrutora Neytiri se aprofunda, e ele passa a respeitar o jeito de viver dos Na’vi, e por fim passa a ocupar seu lugar no meio deles.
Logo ele enfrentará a maior de suas provações, ao comandar um conflito épico que decidirá nada menos que o destino de um mundo inteiro.
» 'AVATAR' é o primeiro longa-metragem de ficção de James Cameron desde o fenômeno 'TITANIC' (1997), e o primeiro filme em 3D do cineasta.
» A nova produção do diretor de 'TITANIC' teria custado absurdos US$ 500 milhões, entre orçamento do longa as ações de marketing. O valor é, de longe, o mais alto do cinema hollywoodiano. Vale lembrar que 'TITANIC', último filme de Cameron, ainda tem o recorde de maior bilheteria mundial com US$ 1,9 bilhões.
» Primeiro filme a ser exibido com tecnologia 3D legendado.
» O longa foi filmado no hangar em que Howard Hughes construiu seu aeroplano de madeira, e se ambienta no futuro e grande parte da ação se passa no mítico planeta Pandora.
» James Cameron decidiu começar o projeto após ver a perfeição atingida pelo personagem digital Gollum, em 'O Senhor dos Anéis'.
» Inicialmente, chamava-se 'Project 880'.
» 'AVATAR' tem 40% de suas cenas gravadas com atores reais e 60% criadas em Computação Gráfica.
» No elenco do filme estão Sigourney Weaver ('Doce Trapaça'), Wes Studi ('O Novo Mundo'), Peter Mensah ('Mar de Fogo'), CCH Pounder (da série 'The Shield'), Laz Alonso ('Soldado Anônimo'), Michael Biehn ('Garotas Sem Rumo'), Zoe Saldana ('Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra'), Michelle Rodriguez ('Resident Evil') e Stephen Lang ('Deuses e Generais').
O Cross comentou sobre o filme AVATAR e não resisti postar um comentário:
Assistam AVATAR. É um grande filme. Em todos os sentidos. Mas o sentido que mais me tocou foi o político. AVATAR é uma crítica ao comportamento belicoso americano em relação ao resto do mundo. Faz até uma clara alusão a uma guerra ocorrida contra a Venezuela no passado.
É uma história cheia de metáforas. Num futuro distante (próximo?) militares (obviamente americanos) obcecados por poder, destruição e mega-empresários gananciosos se unem para invadir outro mundo, Pandora (Iraque? ), em busca das riquezas do seu subsolo (petróleo?). Esse mundo tem uma fauna e flora riquíssimas ainda inexploradas (Amazônia?). Por isso eles massacram o povo daquela terra por não possuírem defesas (palestinos? indígenas americanos extintos?). É um povo que tem uma cultura riquíssima de amor e respeito à natureza.
Quando este povo tenta se defender é claramente acusado de TERRORISTA pelo chefe militar em discurso à tropa. Ele fala claramente: TERROR se combate com TERROR.
Os cientistas/pesquisadores estão lá por amor à ciência mas como sempre suas informações e descobertas são utilizados como instrumentos de guerra pelas forças armadas.
Os soldados estão lá como MERCENÁRIOS (isto inclusive é dito no filme).
Um exemplo é personagem principal. Ele ficou aleijado. O filme sugere que foi numa guerra contra a Venezuela. Já existe tecnologia para curá-lo mas ele não possui recursos. Por isso topa ser um informante AVATAR, para ter pernas novas – Uma contundente crítica ao sistema de saúde americano.
Outra coisa que me chamou a atenção foi a solução apresentada para salvar o mundo de Pandora (Terra?). A UNIÃO dos povos e a ORAÇÃO. Isso mesmo. Pouca gente comenta mas o personagem principal, que nunca rezou, pede à mãe natureza (Deus) por ajuda…e é atendido. A natureza do planeta se revolta.
A Terra já não possui mais verde, é um planeta esgotado. Mais uma crítica ao descaso que o primeiro mundo vem dando ao problema do clima – americanos e europeus são os responsáveis pelo fracasso da última cúpula do clima de Copenhague.
Existe bem mais a ser dito do filme, mas este não é o espaço.
Foi ótimo AVATAR ter esta altíssima repercussão mundial. A tecnologia 3D foi apenas uma desculpa que serviu para passar um poderoso alerta à humanidade.
Por Atento - via Luis Nassif de gustavo em 03/02/10
É isso mesmo Avatares, matem todos esses humanos nojentos e sem coração. Foi assim que saí do cinema hoje... e olha, que legal, em 3D. No começo, fiquei meio zonzo. Só depois, me acostumei com essa novidade e agora, amigos, quero uma TV em 3D na minha casa... Aliás, acho que esse será o futuro.
Quase todos os ingressos da seção já tinham sido vendidos e eu fiquei a "3Dedos" da tela... Ainda bem que não era o filme do Rock Balboa... já pensou? Ia tomar uma surra! E como eles não limpam as porcarias dos óculos, foram "4Dedos", um deles em primeiro plano, com a digital marcada com gordura de pipoca na minha cara.
Bom, mas agora, falando sério (de vez em quando é bom)... Até que enfim, um filme que demonstra de um modo bastante idealista as consequências da opressão por uso de uma força brutal e devastadora, seja sobre os índios ou qualquer outro povo, ou sobre o meioambiente.
Não me admira que uma parte do cinema americano, formado por intelectuais e naturalistas, apresente algo tão cheio de significados, afinal qual é o povo que mais invade e explora outros países em busca de novos recursos naturais? Qual é o país que mata em troca de petróleo, que comete assassinatos políticos e cria desavenças entre os povos? Esse filme é mais do que um cinema-pipoca, é uma autocrítica muito bem constituída da política externa americana.
O cinema americano, sempre que pode, vai de encontro com a política externa de seu país. Interessante, é que muito antes da caça ao Bin Laden, Hollywood já tinha produzido o filme "Coração Valente", com direção do Mel Gibson. Naquele filme, fizeram reverências a William Wallace, um guerreiro, que no começo do segundo milênio pós Cristo defendeu os interesses dos seus e, por isso, foi tachado como bárbaro pelo reino inglês (soberano na época). Se existisse nos dias de hoje e morasse no Afeganistão, William Wallace poderia ser tachado de terrorista. Será que algum dia alguém mostrará Bin Laden como um "guerreiro" que ousou desafiar o império de sua época?
Logo após a não assinatura do Protocolo de Quioto, assistimos ao filme "O Dia Depois de Amanhã", que denotou de modo objetivo a falta de lisura do Governo Bush com as eminentes consequências do aquecimento global (assunto esse que hoje é tratado com maior atenção pelo mundo). Nesse filme, inclusive, o presidente americano morre... não sei se vocês se lembram disso. E, numa das cenas mais aplaudidas pelo público brasileiro dentro das salas, o governo norteamericano perdoa todas as dívidas com a América Latina para que os americanos possam fugir para outros países, em uma "imigração às avessas".
Os EUA não produzem matéria prima para quase nada e dependem da superfaturação de sua manufatura (obtida graças à compra de matéria prima barata oriunda de países menos desenvolvidos) para o enriquecimento. É assim com tudo: desde roupas a combustíveis. No mundo das artes, no entanto, é um pouco diferente... o povo americano exporta, através da tecnologia artística e de seu padrão cinematográfico um ideal de vida, uma cultura que hoje é adotada por quase todos os países do mundo ocidental.
A boa notícia é que esse segmento da economia americana está deixando de vender a imagem de seus heróis fictícios, super bombados e armados (Rambos e Arnold Schwarzenegges da vida) para dar lugar a uma humildade sobre-humana, que reverencia os poderes inigualáveis da natureza, da empatia e do amor comunitário...
Demais! Depois de ver um soldado se apaixonar por uma selvagem azul que se identifica com a natureza é que eu entendo porque Stallone não faz mais sucesso e porque Schwarzenegge se exilou na política (interna) de seu país.
Bons ventos...
Fonte:
João Pedro Roriz é escritor e jornalista