18/11/2009 11h12
Tumulto e vaias marcam início da sessão de filme sobre Lula
A falta de lugares na sala onde será exibido o filme Lula, o Filho do Brasil causou tumulto e gerou críticas por parte dos produtores do longa.
Antes de começar a exibição do filme, o diretor Fabio Barreto reclamou da sala lotada e pediu para que pelo menos 30 pessoas se levantassem em fila para dar lugar ao elenco do filme, que segundo ele, não tinha lugar para sentar.
O diretor foi então vaiado pela plateia que se recusou a levantar. Luis Carlos Barreto, pai do diretor, também foi alvo de vaias quando subiu ao palco para fazer um alerta: afirmou que a sala estava superlotada, com pessoas sentadas no chão e disse que as pessoas estavam correndo risco de vida.
"Nos comprometemos a fazer uma sessão extra para quem está sentado nas escadas, mas vocês estão correndo perigo de vida, se quiserem ficar fiquem, mas a responsabilidade não é nossa", disse. O público reagiu gritando "cala a boca".
Irritado com as vaias, Luis Carlos Barreto disse que iria embora e que era uma irresponsabilidade o elevado número de pessoas ali.
O pai do diretor do filme ainda disse que já havia avisado o vice-governador do Distrito Federal, Paulo Otavio, sobre a superlotação da sala e que era um absurdo iniciar o filme daquela forma.
Autoridades lotam teatro para exibição de filme sobre Lula
"Nunca houve tantas autoridades disputando lugar para ver um filme em Brasília", afirmou o coordenador geral do 42º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Fernando Adolfo.
Adolfo ressaltou ainda que, nesta edição, a segurança e a organização do evento tiveram de ser "bem pensadas". "Todos os anos, na noite de estreia, sempre lota o teatro, mas desta vez tivemos que nos focar mais em segurança", completou.
O Palácio do Planalto recebeu 370 convites para a sessão de estreia do longa, dirigido por Fábio Barreto. O filme será exibido a partir das 20h no local, que possui 1.700 poltronas.
Criado em 1965, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro é o mais antigo do País. Idealizado por Paulo Emílio Salles Gomes, crítico de cinema, o evento que nasceu no início da ditadura militar e sempre teve caráter contestatório, o que levou à sua proibição entre 1972 e 1974.
'Lula, O Filho do Brasil' abre Festival de Brasília
Lula, O Filho do Brasil, filme de Fábio Barreto que conta a trajetória de
Luiz Inácio Lula da Silva até a presidência do Brasil, abre a 42ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro nesta terça-feira (17), às 20h, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro. Neste ano, 366 produções foram inscritas, cerca de 100 filmes a mais que na edição anterior.
Somente seis longas foram selecionados. A seleção inclui ainda curtas-metragens. O filme de Barreto será exibido logo após apresentação da Orquestra Sinfônica do Teatro.
Criado em 1965, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro é o mais antigo do país. Idealizado por Paulo Emílio Salles Gomes, crítico de cinema, o evento que nasceu no início da ditadura militar, sempre teve caráter contestatório, o que levou à sua proibição entre 1972 e 1974.
Filme de Lula terá distribuição fora do País
O filme Lula - O Filho do Brasil, do diretor Fábio Barreto, vai fazer seu debut também fora do País. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, o produtor Luiz Carlos Barreto se reuniu com o milionário argentino Eduardo Constantini Jr. para montar um jeito de comercializar o filme fora da América Latina.
De acordo com Barreto, Lula é bastante popular fora do Brasil.
Lula - O Filho do Brasil estreia no País no dia 1 de janeiro.
Glória e Cleo Pires falam da participação em filme sobre Lula
O Terra participou do coquetel de encerramento das filmagens de Lula, O Filho do Brasil, na última quinta-feira, no Vera Cruz Bar, em São Bernardo do Campo. Mãe e filha, Glória e Cléo Pires, estavam presentes na festa. Glória interpreta Eurídice, mãe do presidente, e Cléo vive a primeira mulher de Lula, Maria de Lourdes, que morreu durante um parto. Veja as respostas de mãe e filha sobre as filmagens e a preparação para o longa-metragem:
Sou mais bonito que ator, diz Lula sobre filme
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva brincou nesta quarta-feira ao comentar a pré-estreia do filme Lula, o filho do Brasil ontem no Festival de Cinema de Brasília. Ao ser questionado se achou "bonito" o ator Ruy Ricardo Diaz que fez o seu papel jovem, o presidente disse: "é porque vocês não me conheceram quando eu tinha 30 anos", sorriu ele. Ele afirmou ainda que irá assitir ao filme no próximo dia 28 de novembro.
Lula voltou a fazer brincadeiras quando disse que ontem estava em casa "muito bem acompanhado", já que recebeu atrizes que integram o elenco do filme: Juliana Barone, que faz a primeira-dama Marisa Letícia, e Cléo Pires, que interpretou a primeira mulher de Lula, Maria de Lourdes, que morreu no parto, antes de ele conhecer dona Marisa. "Ontem estava em casa com duas Marisas e uma ex-mulher", disse sorrindo.
Lula não foi à pré-estreia do filme nesta terça-feira, na Sala Vila Lobos do Teatro Nacional, mas a primeira-dama compareceu e assistiu ao longa. Quando questionado se Marisa havia gostado do filme, Lula respondeu que ela chegou em casa "mais carinhosa".
O filme do cineasta Bruno Barreto é baseado no livro de mesmo nome escrito pela jornalista Denise Paraná e conta a história de Lula desde seu nascimento até a morte de sua mãe. A obra também relata sua fase como líder sindical, quando foi preso durante a ditadura.
Com informações da Agência Brasil
Redação Terra